terça-feira, 26 de maio de 2009

Três princípios contra as tribulações


Não há problema que seja maior que Deus

Diante das tribulações e sofrimentos os cristãos precisam ter três princípios espirituais.

Primeira lei espiritual: "Tudo concorre para o bem dos que amam a Deus". Quando você luta contra a tribulação você não vai desanimar nem se afastar de Deus (cf. Rom 8, 28s). Segundo o propósito de Deus as coisas acontecem em minha vida, não segundo os meus planos e meu querer. É preciso esperar no Senhor, esperar com “esperança”, com confiança. Muitos esperam desconfiando do Senhor e essa não é a maneira certa.Se nós somos pessoas de fé, mesmo que pareça difícil, acreditamos que Deus cuida de nós. Não há problema que possa ser maior que o Todo-poderoso. Aos olhos do Senhor nós fomos feitos sem defeito, sem manchas, bonitos. "Tudo concorre para o bem de quem ama a Deus" (II Cor, 4 – 16-18). Cristão não desfalece, não perde o ânimo. Quando vivemos muitas pressões o nosso homem exterior não aguenta tanta pressão, mas se estamos bem interiormente, mesmo na dor, aguentamos. O nosso interior não pode ser cheio de coisas velhas, de ressentimentos. Mas, deve ser repleto do Espírito Santo. Não durma guardando ressentimento de alguém, mas ore por quem o feriu e seu coração será livre.

Segunda lei espiritual: "Nossa tribulação é momentânea e ligeira". Os sofrimentos, por mais duros que sejam, vão passar. Se você quer receber a glória de Deus, saiba que Ele o está adestrando para você suportar. Quando você sair de um sofrimento você sairá bem melhor, Deus lhe dará o melhor se aguentar com fé. Se você quer receber a glória de Deus, saiba que Ele o está adestrando para você aguentar.

Terceira lei espiritual: "Nos gloriamos das tribulações", São Paulo dizia que se via cheio de glória até na tribulação. Nós podemos ver de duas formas: "Ver problema onde tem bênção" ou "Ver bênção onde tem problema". Que tipo de pessoa você é? Benditas sejam as provações, cada tribulação nos vale muito a pena, pois através dela o Altíssimo nos mostra o que Ele quer para nós. O poder de Deus nos liberta do homem velho que exige sempre os seus direitos.

É bom ter pessoas que digam que nos amam, mas só nos ajudam a crescer pessoas que pegam em nosso pé, que quebram o nosso orgulho. Ajudamos mais quando fazemos o outro a sair de si e dando o melhor do que apontando seus defeitos. Quem se reveste da glória de Deus na tribulação consegue superar as dificuldades. Até as pessoas ao seu redor vão ficar felizes, verão o seu testemunho. Abraão foi um homem de fé e não vacilou, ele estava convencido de que Deus é fiel. Esteja convencido de que o Senhor é fiel e poderoso para cumprir o que prometeu. Ele nos deu Suas promessas, tem muita coisa boa para mostrar, mas Ele se revela por meio dos sofrimentos, por isso não amaldiçoe seus problemas, pois não há dificuldade e perseguição que Deus não possa reverter em bênção.

Dê oportunidade para o Todo-poderoso abençoá-lo hoje, diante do problema não olhe para a sua fraqueza, mas para a grandeza de Deus. O único que vai permanecer é o Deus fiel e poderoso! Agarre-se nesta palavra que o Senhor lhe deu hoje. Deus é fiel e poderoso e levará até o fim a obra que Ele começou

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Papa pede que jovens testemunhem sua fé através do mundo digital


Rádio Vaticano


Nesta quarta-feira, 20, em sua catequese semanal, o Papa Bento XVI falou sobre a recente viagem apostólica à Terra Santa, uma peregrinação às origens de nossa fé e que contemplou a visita pastoral às comunidades cristãs que viram o nascimento, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. O Pontífice agradeceu às autoridades civis, ao Patriarca Latino, aos bispos da Igreja local, aos frades franciscanos da Custódia da Terra Santa e todos aqueles que contribuíram para a viagem.

Ao enfatizar ter ido como "peregrino da paz", Bento XVI disse que quis lembrar os judeus, cristãos e muçulmanos do nosso compromisso como fiéis em um único Deus, na promoção do respeito, da reconciliação e da cooperação, a serviço da paz".

Apesar das vicissitudes que marcaram os lugares santos por tantos séculos, apesar das guerras, das destruições e, infelizmente, dos conflitos entre cristãos, a Igreja continuou com sua missão, animada pelo Espírito do Senhor Ressuscitado. Ela caminha rumo à plena unidade, para que o mundo acredite no amor de Deus e sinta o prazer de sua paz”.

Após ilustrar as etapas mais significativas de seu itinerário, o Papa pediu a todos os peregrinos que se unam a ele na oração pelas necessidades da Igreja no Oriente Médio e pelo dom da paz para toda a região.

Novas tecnologias

Como todas as quartas-feiras, o Papa saudou os fiéis em várias línguas e dirigiu um breve apelo, em inglês, em vista do Dia Mundial das Comunicações Sociais, que vai acontecer no próximo domingo, 24, dia em que celebramos a Ascensão do Senhor. O Santo Padre recordou que, em sua mensagem deste ano, convidou todos os que fazem uso das novas tecnologias da comunicação, especialmente os jovens, a utilizá-los de uma forma positiva e reconhecer o grande potencial desses meios em criar laços de amizade e solidariedade, o que pode contribuir para um mundo melhor.

As novas tecnologias – disse Bento XVI – trouxeram mudanças fundamentais na forma de divulgação de notícias e informações e no modo em que as pessoas comunicam e se relacionam.

“Gostaria de exortar todos aqueles que acessam o ciberespaço a estarem atentos em manter e promover uma cultura de respeito, de diálogo e de autêntica amizade, na qual os valores da verdade, da harmonia e do entendimento podem florescer”.

De modo especial, o Pontífice apelou aos jovens, a fim de que testemunhem a sua fé através do mundo digital e empreguem essas novas tecnologias para difundir o Evangelho. “Assim, a Boa Nova do amor infinito de Deus por todas as pessoas poderá ressoar em novas formas, neste nosso mundo sempre mais tecnológico!”, completou o Papa.

Mensagem aos fiéis de língua portuguesa

Em português, Bento XVI proferiu as seguintes palavras:

"Com gratidão e amizade, saúdo os diversos grupos do Brasil, o grupo de Terroso, no norte de Portugal, e demais peregrinos de língua portuguesa, que vieram encontrar o Sucessor de Pedro, poucos dias depois de ter terminado a sua peregrinação à Terra Santa. Lá, onde o Verbo divino Se fez carne no seio da Virgem Maria, jorra uma fonte inesgotável de esperança e alegria que não cessa de animar o coração da Igreja, peregrina na história. Penhor de tal esperança e alegria, nos vossos corações de peregrinos, seja a bênção que vos dou extensiva às vossas famílias e comunidades eclesiais".

terça-feira, 19 de maio de 2009

Ouvir para perceber a vontade de Deus

Muitas vezes, sofremos porque insistimos em fazer a nossa vontad

Muitos sofrem por conta da inércia em que vivem e porque não sabem ouvir a Deus. Então, quase sempre, não dão passos concretos rumo à vontade divina em suas vidas; ou até tentam caminhar, mas porque não param para ouvir ao Senhor e perceber qual é a vontade divina, erram muito ou nada acontece... Em razão dessas frustrações vividas lançam sobre o Senhor suas revoltas e, com isso, acabam distanciando-se das graças celestes.

Quantas vezes ouvimos: “Preciso saber qual é a vontade de Deus em minha vida”; “Deus não olha para mim”; “O que Deus quer de mim?”; “Por que o Senhor não realiza os meus sonhos”?; “Onde está Deus?”. Questionam, mas não refletem sobre a maneira como vivem, sobre os erros, sobre a falta de fé, sobre a falta de obediência à voz divina, que fala em nosso interior por meio da nossa consciência, da leitura da Bíblia, do que acontece à nossa volta, por meio de uma partilha transparente com o nosso próximo... Por isso é preciso estarmos atentos, controlar a nossa ansiedade, acalmar o nosso coração por meio da oração, ouvir a Deus, obedecê-Lo e ser feliz cumprindo sempre e em primeiro lugar a vontade d'Ele, a qual nem sempre agradará o nosso coração.

Por causa do nosso egoísmo, muitas vezes, sofremos, porque insistimos em fazer a nossa vontade achando ser o melhor para nós. Agindo assim, acabamos desviando-nos das graças reservadas para a nossa vida. O Senhor nos criou e sabe o que é melhor para nós. Por outro lado, é preciso também dar passos concretos em direção à vontade divina, sinalizada para a nossa vida. Por exemplo, diante de escolhas vocacionais no âmbito religioso, se nós não buscarmos orientação e informação junto às instituições que possam acolher o nosso chamado, ficaremos somente com a vontade de servir ao Senhor, mas não concretizaremos o sonho d'Ele em relação a nós. O mesmo irá acontecer também se diante de um desemprego, não batermos às portas das empresas, espalharmos currículos, anunciarmos para os outros que estamos precisando de uma oportunidade, ou seja, se não irmos à luta nada vai acontecer.

Quando assumimos que somos obra-prima de Deus e reconhecemos o amor d'Ele por nós, então, sabemos que Ele quis, quer e quererá sempre o melhor para nós. Somos filhos amados, mas incapazes de decidir por nós mesmos. Fomos criados para obedecer e a própria Palavra de Deus nos orienta por intermédio do exemplo de Jesus, modelo incontestável de obediência e docilidade no acolhimento da vontade do Pai: “E encontrado em aspecto humano, humilhou-se, fazendo-se obediente até à morte – e morte de cruz! Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome, para que, em o Nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua confesse: ‘Jesus Cristo é o Senhor’ para a glória de Deus Pai” (Filipenses 2, 7 a 11).

Entretanto, é preciso termos a consciência de que a obediência é fruto da humildade. Só obedece quem renuncia ao seu querer para que se concretize o querer de Deus. Estabelece-se uma grande luta interior nesse processo, mas é lindo deixar o Todo-poderoso vencer em nós. É lindo aceitar o tempo d'Ele em nossas vidas para assim colhermos os frutos também no momento certo, podendo com isso experimentar a verdadeira paz, a qual não comporta arrependimentos, mas confirma a vontade do Senhor para nós

terça-feira, 28 de abril de 2009

Grupo Especial :::::::::::::::Namoro ::::::::::::::

Quando você vai comprar um sapato ou um vestido, não leva para casa o primeiro que experimenta, é claro. Você escolhe, escolhe… até gostar da cor, do modelo, do preço, e servir bem nos seus pés ou no seu corpo. Se você escolhe com tanto cuidado um simples sapato, uma calça, quanto mais cuidado você precisa ter ao “escolher” a pessoa que deve viver ao seu lado para sempre, construir uma vida a dois com você, e dando vida a novas pessoas.
Talvez você possa um dia mudar de casa, mudar de profissão, mudar de cidade, mas não acontece o mesmo no casamento. É claro que você não vai escolher a futura esposa, ou o futuro marido, como se escolhe um sapato. Já dizia o poeta que “com gente é diferente”. Mas, no fundo será também uma criteriosa escolha.
Se você escolher namorar aquela garota, só porque ela é “fácil”, pode ser que você chore depois se ela o deixar por outro. Se você escolher aquele rapaz só porque ele é um “gato”, pode ser que amanhã ele faça você chorar quando se cansar de você. O namoro é este belo tempo de saudável relacionamento entre os jovens, onde, conhecendo-se mutuamente, eles vão se descobrindo e fazendo “a grande escolha”.Já ouvi alguém dizer, erradamente, que “o casamento é um tiro no escuro”; isto é, não se sabe onde vai acertar; não se sabe se vai dar certo. Isto acontece quando não há preparação para a união definitiva, quando não se leva a sério o amor pelo outro.
A preparação para o seu casamento começa no namoro, quando você conhece o outro e verifica se há afinidade dele com você e com os seus valores. Se o seu namoro for sério, seu casamento não será um tiro no escuro, e nem uma roleta da sorte. O seu casamento vai começar num namoro. Por isso, mão brinque com ele, não faça dele apenas um passa – tempo, ou uma “gostosa” aventura; você estaria brincando com a sua vida e com a vida do outro. Só comece a namorar quando você souber “porque” vai namorar. Mais importante do que a idade para começar a namorar, 15 anos, 17 anos, 22 anos, é a sua maturidade. A idade em que você deve começar a namorar é aquela na qual você já pensa no casamento, com seriedade, mesmo que ele esteja ainda longe.
Para que você possa fazer bem uma escolha, é preciso que saiba antes o que você quer. Sem isto a escolha fica difícil. Que tipo de rapaz você quer? Que qualidades a sua namorada deve ter? O que você espera dele ou dela? Esta premissa é fundamental. Se você não sabe o que quer, acaba levando qualquer um… Os valores do seu namorado devem ser os mesmos valores seus, senão, não haverá encontro de almas. Se você é religiosa e quer viver segundo a Lei de Deus, como namorar um rapaz que não quer nada disso? É preciso ser coerente com você.
Se você tem uma boa família, seus pais se amam, seus irmãos estão juntos, então será difícil construir a vida com alguém que não tem um lar e não dá importância para o valor da família. Tenho encontrado muitos casais de namorados e de casados que vivem uma dicotomia nas suas vidas religiosas; e isto é motivo de desentendimento entre eles. Há jovens que pensam assim: “eu sou religiosa e ele não; mas, com o tempo eu o levo para Deus”. Isto não é impossível; e tenho visto acontecer. No entanto, não é fácil. E a conversão da pessoa não basta que seja aparente e superficial; há que ser profunda, para que possa satisfazer os seus anseios religiosos. Não se esqueça que a religião é um fator determinante na comunhão do casal e na educação dos filhos.
Não renuncie os seus autênticos valores na escolha do outro. Se é lícito você tentar adequar-se às exigências do outro, por outro lado, não é lícito você matar os seus valores essenciais para não perdê-lo. Não sacrifique o que você é, para conquistar alguém. Há coisas secundárias dos quais podemos abdicar, sem comprometer a estrutura básica da vida, mas há valores essenciais que não podem ser sacrificados. Já vi muitas moças cristãs aceitarem um namoro com alguém divorciado, por medo de ficarem sós. É melhor ficar só, do que violar a Lei de Deus; pois ninguém pode ser plenamente feliz se não cumpre a vontade Dele. Portanto, saiba o que você quer, e saiba conquistá-lo sem se render. Não se faça de cego, nem de surdo, e nem de desentendido.
Para que você possa chegar um dia ao altar, você terá que escolher a pessoa amada; e, para isto é fundamental conhecê-la. O namoro é o tempo de conhecer o outro. Mais por dentro do que por fora. E para conhecer o outro é preciso que ele “se revele”, se mostre. Cada um de nós é um mistério, desconhecido para o outro. E o namoro é o tempo de revelar (= tirar o véu) esse mistério. Cada um veio de uma família diferente, recebeu valores próprios dos pais, foi educado de maneira diferente e viveu experiências próprias, cultivando hábitos e valores distintos. Tudo isto vai ter que ser posto em comum, reciprocamente, para que cada um conheça a “história “ do outro. Há que revelar o mistério! Se você não se revelar, ele não vai conhecê-la, pois este mistério que é você, é como uma caixa bem fechada e que só tem chave por dentro. É a sua intimidade que vai ser mostrada ao outro, nos limites e na proporção que o relacionamento for aumentando e se firmando.
É claro que você não vai mostrar ao seu namorado, no primeiro dia de namoro, todos os seus defeitos. Isto será feito devagar, na medida que o amor entre ambos se fortalecer. Mas há algo muito importante nesta revelação própria de cada um ao outro: é a verdade e a autenticidade. Seja autêntico, e não minta. Seja aquilo que você é, sem disfarces e fingimentos mostre ao outro, lentamente, a sua realidade.
A mentira destrói tudo, e principalmente o relacionamento. Não tenha vergonha da sua realidade, dos seus pais, da sua casa, dos seus irmãos, etc. Se o outro não aceitar a sua realidade, e deixá-lo por causa dela, fique tranqüilo, esta pessoa não era para você, não o ama. Uma qualidade essencial do verdadeiro amor é aceitar a realidade do outro. O amor pelo outro cresce na medida que você o conhece melhor. Não se ama alguém que não se conhece.
Não fique cego diante do outro por causa do brilho da sua beleza, da sua posição social ou do seu dinheiro. Isto impediria você de conhecê-lo interiormente e verdadeiramente.
Lembre-se de uma coisa, aquilo que dizia Saint Exupéry: “o importante é invisível aos olhos”. “Só se vê bem com o coração”. São Paulo nos lembra que o que é material é terreno e passageiro, mas o que é espiritual é eterno. Tudo o que você vê e toca pode ser destruído pelo tempo, mas o que é invisível aos olhos está apegado ao ser da pessoa e nada pode destruir. Esse é o seu verdadeiro valor.
A beleza do corpo dela hoje, embora seja importante, amanhã não existirá mais quando o tempo passar, os filhos crescerem… O amor não é um ato de um momento, mas se constrói “a cada momento”. Não se pode conhecer uma pessoa “à primeira vista”, é preciso todo um relacionamento. Só o tempo poderá mostrar se um namoro deve continuar ou terminar, quando cada um poderá conhecer o interior do outro, e então, puder avaliar se há nele as exigências fundamentais que você fixou.

Segue abaixo alguns links sobre o tema

http://www.cancaonova.com/portal/canais/especial/namorosanto/
http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/category/namoro/

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O amor humano, sinal do Amor de Deus!


O ser humano é chamado à existência e, pelo amor, à coexistência



O amor humano é algo fascinante. É símbolo do amor de Deus, amor este que, por sua vez, é modelo para todo amor humano. Dentre os amores humanos, o mais encantador é o do casal. Tanto é que o Senhor usa desse nobre sentimento para falar do Seu amor para conosco. Chega a dizer, por intermédio dos profetas, que o amor d'Ele por nós chega ao ciúme.
O amor de um casal nasce do que chamamos de harmonia pré-estabelecida, daí chegarmos a falar até em almas gêmeas. Somos tomados por um afeto inesperado com relação ao(à) outro(a). Somos como que roubados pelo(a) outro(a) e tudo só passa a ter sentido se ele(a) estiver junto. No começo é um desconhecido que se torna hóspede e de hóspede passa a ser dono da casa. É o amor mais forte do que a morte! Esse amor dá sentido à nossa história. O ser humano é chamado à existência e, pelo amor, à coexistência, na doação de si. É isso que dá sentido à vida. Bom, para algo tão importante é preciso se preparar. O matrimônio cristão envolve um para sempre. A união é pública, estável e indissolúvel. A graça de Deus vem em socorro do casal, pelo sacramento do matrimônio, para que sejam fiéis às promessas feitas e aos
compromissos assumidos.
O que chamamos de “Encontro de Noivos”, na Igreja, visa suprir qualquer deficiência nessa preparação para a vida conjugal e familiar. A preparação em si deve vir desde o berço; o momento com os noivos deveria ser só o coroamento de um caminho já feito. Nesse encontro procuramos interpretar o amor do casal como sinal do amor de Deus, a importância da família para a transformação da sociedade e para a edificação da comunidade eclesial, o responsável planejamento familiar, os desafios que serão enfrentados, enfim, uma série de temas que chega até à celebração religiosa. Uma experiência que vale a pena.
Num mundo marcadamente individualista e egoísta, o casal é o caminho do humano e o caminho do humano é a comunhão. Todas as promessas e compromissos daquele dia único e marcado pelo Eterno convidam à comunhão de vida. O compromisso é selado por um Deus que conhece as fraquezas do humano e o socorre com Sua graça. O
amor é para sempre ou não é amor. Não é possível alguém dizer "eu te amo até daqui a pouco".
Amor não tem prazo de validade, se apresentar algum prazo, repito: não é amor, vai ser apenas um compromisso momentâneo para realizar a satisfação de um ou outro. O saudoso Papa João Paulo II dizia: "O futuro da humanidade passa pela
família e por sua adequada preparação". Na prática, nós sabemos disso e experimentamos na pele seus efeitos.
Deus abençoe aos noivos que tiverem este artigo em suas mãos. Que este momento marcado pelo céu coroe o amor de vocês com o Amor-Doação-Comunhão do Deus, que nos criou à Sua imagem, segundo a Sua semelhança!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

~*~ A amizade nos capacita para a missão ~*~


Jesus teve amigos e não nos deixa sem eles


Uma das coisas que mais me impressionam em Jesus é a Sua humanidade. Ele viveu todos os sentimentos com intensidade e não tinha nenhum temor em expor o que sentia. Um dos trechos do Evangelho que demonstram isso com mais propriedade é justamente a ressurreição de Lázaro. Ali, vemos o Senhor que ama, que se comove, que se perturba e que chora a morte do amigo. O amor de Cristo pelo amigo era tão forte e tão manifestado que todos, os discípulos e os demais judeus, reconheciam. Um amor que não vê limites para ir ao encontro. Nem mesmo o risco de morte foi capaz de impedir que Cristo fosse ao encontro do amigo e, dentre muitas alegações, por causa da ressurreição de Lázaro, os judeus decidiram realmente matá-Lo. A amizade entre eles era testemunho vivo: “Vede como Ele o amava!” (Jo 11, 36). Muito mais do que amar Lázaro e suas irmãs, Jesus se sentia profundamente amado em Betânia. Lá Ele se sentia em casa, seguro, refugiado e é por isso mesmo que vai àquele pequeno povoado antes de entrar em Jerusalém para cumprir Sua missão. Ele poderia ter ido a Nazaré ver Sua Mãe ou a Cafarnaum à casa de Pedro, mas não, Ele decidiu ir a Betânia para ser amado. Jesus entende que a missão é muito grande e que precisa de ajuda. Aquele, que é o Amor, agora, precisa ser amado. Aquele, que amou a tantos durante a vida, agora, no momento final, precisa deixar-se ser amado por aqueles que realmente O amam. São os verdadeiros amigos que preparam Jesus para a missão. Na última noite em Betânia, Maria O unge com um perfume muito caro, declarando que ela O preparou para a morte. Não foi somente com o perfume caro que Ele se viu ungido e preparado para o Seu sacrifício. O que realmente O ungiu e que para Ele era muito mais caro foi o amor de Seus amigos. Se o ato de ungir é capacitar alguém para uma missão, o amor dos irmãos de Betânia capacitou o Senhor. A partir daquele momento, nem a traição de Judas nem o pavor que tomou conta d'Ele no Horto das Oliveiras ou o abandono de todos os Seus discípulos foram capazes de impedir Sua missão. O Senhor mostrou com a vida o que é uma amizade verdadeira, o que o amor de verdadeiros amigos é capaz de nos fazer suportar. Ele mostrou que por mais que amemos a muitos, precisamos também ser amados, para podermos cumprir a missão que Deus nos confiou. Não há quem ame o suficiente que não precise ser amado. O amor verdadeiro nos capacita para a missão. O Evangelho sempre nos questiona. As atitudes de Jesus nos levam à reflexão. Talvez você esteja buscando força para continuar em outros lugares e não "na Betânia da sua vida". Talvez esteja buscando em “grandes cidades” o amor que você só vai encontrar nos “pequenos povoados”. Talvez seja a hora de revermos a nossa vida e identificarmos quais são os "Lázaros", as "Martas" e as "Marias" que Deus nos concedeu. Quem são os amigos capazes de nos capacitar para enfrentar a missão? Se olharmos, com atenção, nos “pequenos povoados” de nossa vida, na pequena "Betânia", encontraremos aqueles que verdadeiramente podem nos amar. Jesus teve amigos e não nos deixa sem eles, pois experimentou como estes são necessários em nossas vidas nos momentos decisivos. Basta que nós os reconheçamos em nossa caminhada e percebamos que dependemos do amor deles para cumprir a missão que Deus nos concedeu. Deus me deu "Lázaros", "Martas" e "Marias". Não são muitos, mas os poucos que tenho são extremamente necessários para que eu cumpra a missão que Deus me confiou. Aprendi que não basta amar, mas só serei realmente eficaz se me deixar ser amado. Se o Amor precisou ser amado, quem sou eu para insistir em caminhar sozinho.

terça-feira, 7 de abril de 2009

~*~ ~*~ ~*~ A amizade ~*~ ~*~ ~*~


"Amigo é aquele que não desiste de estar junto"

Há várias definições de amizade. Cientificamente falando, para a biologia, sentimentos são reações químicas dentro do nosso corpo e a amizade é a sensação de bem-estar que a pessoa pode nos causar devido às substâncias responsáveis pelo prazer, o qual é liberado por nosso organismo ao sentir sua presença.
Para a psicologia, a amizade pode acontecer devido a três fatores determinantes em nós: os afetos, a afinidade e o inconsciente. Afetos, a necessidade de amar e ser amado, busca de preenchimento. A afinidade: quando gostamos de coisas em comuns, semelhanças. E o inconsciente: nossa mente com tudo o que lá está guardado; o inconsciente não sabe o que é real, não é a lembrança, mas o que está oculto. Um exemplo de inconsciente é o que nós gravamos quando ainda estamos no útero materno, em gestação, nessa fase nosso cérebro já é capaz de gravar as
emoções que sentimos e também as sensações da mãe.
Só por esses argumentos é justo afirmar que o amigo tem força para influenciar em nosso humor, no nosso dia. Também no ânimo e na maneira de ver a vida e interferir nas nossas decisões.
Para o filósofo Aristóteles: “Amigo é uma única alma habitando dois corpos. E embora entrando no universo um do outro não podem perder sua individualidade”.
Amigos se unem nas alegrias e nos sofrimentos, revelando a beleza que há em cada um. Respeita características e não tenta fabricar no outro um modelo da vontade própria. No sentido bíblico temos várias definições para eles [amigos], mas uma é bem marcante: “Se queres adquirir um amigo, adquire-o na provação” (Eclesiástico 6, 7), pois, na adversidade, as verdadeiras intenções de coração são reveladas. Mostra-se amigo aquele que conhece as misérias e as fraquezas do outro e ainda assim continua demonstrando amor por ele.
Amigo é aquele que não desiste de estar junto, qualquer que for a situação. Não se ensoberbece mediante a sua força maior e a fraqueza alheia.
São tantos conceitos sobre esse tema, e em todos, encontramos belos exemplos! O importante é aprofundar-se no conhecimento e no sentido que cada definição pode nos trazer e refletir sobre como estão nossas amizades. Penso que todas as explicações nos mostrarão que o poder da amizade está exatamente na força da entrega. Como estou me entregando aos meus amigos e como eles estão se entregando a mim?
“Amigo é um tesouro”, porque há preciosidades no seu interior, ainda que algumas não venham com embalagens dignas de objetos valiosos, compete a quem é agraciado com o presente, revelar o valor da pérola que está escondida. Quer conhecer uma pessoa? Entregue de si a ela. O que ela fará com as pérolas recebidas é o que lhe mostrará um verdadeiro amigo. Quando expomos nossas vergonhas, nossas deficiências a alguém, estamos entregando força de influência sobre nós. E isso tem que ser processo, não pode acontecer da noite para o dia, mas a cada vez dando uma pérola maior e mais valiosa àquele que se mostra digno de confiança.
A busca do ser humano por felicidade passa pelo amigo. Dar-se numa amizade e ser companheiro vale a pena, ainda que no passado tenha havido decepções. "Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles" (Mt 7,12).
Deus se faz e nos fala em quem nos ama e está próximo, porque também é nosso Amigo!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Não reparar nas falhas alheias nos torna virtuosos





Tudo posso naquele que me fortalece” (Fl 4,13).
Somos corajosos para muitas coisas, mas neste tempo especial da Semana Santa, precisamos ter a coragem de mudar, de olhar para a nossa vida, para a nossa história e buscar ajuda, porque há áreas em nós fragilizadas e que precisam ser curadas pela graça de Deus. Vamos assumir hoje que precisamos ser melhores.
Naturalmente, ficamos atentos aos erros das pessoas com as quais convivemos e, muitas vezes, não nos apercebemos das nossas próprias falhas e imperfeições. São João da Cruz nos ensina que: “Não reparar nas imperfeições alheias, guardar silêncio e tratar continuamente com Deus desenraízam grandes imperfeições da alma, tornando-a senhora de grandes virtudes”.
Sigamos, a partir de hoje, o conselho desse grande santo da Igreja, deixando-nos guiar pelo Espírito Santo de Deus, que pode fazer de nós pessoas novas.
Jesus, eu confio em Vós!